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Jornalismo_Digital

Redes sociais modificam forma de consumo de notícias na web

Fernanda Soares

No momento em que as redes sociais são o maior meio de compartilhamento de conteúdo na internet, o jornalismo digital se vê desafiado a entrar no mesmo ritmo. Não só os sites e portais de notícias passaram a ter equipes exclusivas para o meio, como a produzir conteúdos independentes dos outros veículos principais das empresas, como os grandes portais vinculados a jornais impressos.

A inovação promovida pelas redes traz para a comunicação via web uma interação e movimentação muito maior do que na época em que se começou a utilizar a internet como meio de veiculação de notícias. Segundo Filipe Serrano, em sua coluna no Estadao.com, “curtir” uma página ou uma notícia diz muito mais sobre sua relevância do que apenas um link pra ela.

Essa nova forma de consumo de notícias via TwitterFacebook e outras redes promove uma circulação de notícias muito mais afetiva, em que os leitores compartilham links e informações ligadas à sua realidade ou que interferem diretamente em suas vidas, com direito a dar sua opinião a respeito do assunto e provocar, em muitos casos, uma nova onda de notícias baseada nessa discussão.

Trecho da coluna de Filipe Serrano no Estadao.com

A mudança provocada por estas empresas, organizações e tecnologias já é bastante conhecida. Mais do que um avanço, as tecnologias desenvolvidas por elas mudaram o hábito das pessoas a ponto de se tornarem um ícone da sociedade em que foram criadas.

Agora, qual foi realmente a ruptura que o Facebook provocou? E que tipo de ícone ele está se tornando para o mundo do fim dos anos 00 e início dos anos 10? Desconsiderando o seu IPO controverso, o Facebook inspirou e está inspirando o surgimento de diversos novos serviços que têm como principal característica o aspecto social. Conectar as pessoas virou de alguns anos para cá o lema e o foco das startups de internet.

Isso porque o Facebook e seu fundador perceberam o valor das relações humanas quando eram digitalizadas, computadas e analisadas, não apenas para direcionar anúncios, mas para definir melhor os interesses de cada um e o que os próprios usuários desejam – ou desejariam – ver no Facebook e além dele.

A estratégia não era mais descobrir qual é o site mais relevante usando algoritmos que calculavam como os sites eram referenciados em outras páginas. Era medir como as pessoas trocavam informações entre si. Não é apenas um compartilhamento de conteúdo (vídeos, imagens, mensagens, expressões), mas uma troca que carrega um valor emocional.

Um clique num botão “Curtir” em uma notícia ou um post em um blog diz muito mais sobre a relevância daquela página do que um simples link para ela. Ele leva a sugestões de outros assuntos pelos quais a pessoa possa se interessar.

Afinal, a mídia social já existia antes da popularização do Facebook. A troca de conteúdo acontecia em outras esferas menos preocupadas em analisar o que era compartilhado, como MSN. Mas, a rede de Zuckerberg percebeu que havia algo a mais do simples mensagens enviadas pelos usuários do Twitter ou a troca de recados e fotos e a participação em comunidades, alguns dos hábitos dentro do Orkut.

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Sobre impressaodigital126

produto laboratorial da Oficina de Jjornalismo Digital da Facom/UFBA

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