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Jornalismo_Digital

Impressões sobre sites de agências fotojornalísticas

Por Amana Dultra

Bom, já que é para inaugurar o blog da disciplina Oficina de Jornalismo Digital (COM 126), vamos começar sobre impressões. Essas imagens são impressionantes? Quais são suas impressões sobre elas?

AFP - Mahmud Hams

AFP – Mahmud Hams

AP Photo/Charles Sykes

AP Photo/Charles Sykes

REUTERS/Srdjan Zivulovic

REUTERS/Srdjan Zivulovic

Como se encontra na legenda, essas fotos foram publicadas nos sites das três principais agências de notícias do mundo, ou seja, empresas especializadas em produzir conteúdos de notícia para jornais de todos os lugares – ou pelo menos de várias partes do eixo Américas-Europa também conhecido em geopolítica como Ocidente.

A France-Presse, ou AFP, é uma agência de notícias francesa fundada em 1835. Junto com ela, as grandes agências  Associated Press, americana fundada em 1846 e a Reuters, britânica, são os principais polos de produção da notícia em escala mundial. Além de venderem textos, essas empresas também são responsáveis por abastecer boa parte da produção fotojornalística internacional. Em tempos de globalização, jornais de diversas partes do mundo terão em sua manchete o fenômeno Sandy, mas não terão como ir ao EUA para dar o clique. Quem vai fazer essa foto? Os fotógrafos de agência.

Mas, afinal, o que isso tem a ver com jornalismo digital?

Após discutirmos em sala sobre os sites de alguns produtos jornalísticos e suas relações com a internet, me perguntei sobre como essas agências estariam lidando com essas transformações. Verifiquei se todas as três têm uma hospedagem específica para o material imagético para analisá-los. E tinham.

Reuters: http://www.reuters.com/news/pictures

AFP: http://www.imageforum-diffusion.afp.com

AP: http://www.apimages.com/

A primeira questão que me deparei foi a seguinte: esses sites não são pensados, a priori, para o público em geral, como é o jornalismo, mas para os jornais e os próprios jornalistas que são seu alvo como público consumidor. Então, resolvi me ater à página principal dos sites, já que no conteúdo interno não há a possibilidade de diálogo com o usuário (comentar, curtir, compartilhar, retwittar, etc).

O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi a disposição das informações, ou melhor, a sua semelhança com a organização dos sites jornalísticos. No lado esquerdo do layout da AFP, por exemplo, se encontram as editorias, assim como na aba superior da AFP Editorial Images. Abaixo de cada imagem é possível encontrar um pequeno lead.

Seguindo as classificações de Luciana Mielniczuk (2003), percebi que estes sites se enquadram dentro do jornalismo eletrônico, bem como dentro do jornalismo digital, já que sua produção e circulação depende de instrumentos e técnicas pertencentes à eletrônica e ao uso de bits, como a câmera fotográfica e o computador. Além disso, também se enquadram enquanto ciberjornalismo e webjornalismo, por se alojarem no ciberespaço e, mais especificamente, na parte da internet conhecida como web (acessamos através do uso do WWW em navegadores). Por fim, também se caracterizam por um jornalismo online que é atualizado continuamente usando rede de transmissão de dados e dialogam com as redes sociais, como a AP que destaca o seu twitter logo na página inicial.

Partindo para a análise de Suzana Barbosa (2008), encontramos diversas características do Jornalismo em Base de Dados nos sites das agências. A primeira é a presença do buscador dentro dos próprios sites. Outra característica é a possibilidade de elencar as fotos mais populares, ou seja, a contagem das fotos que estão sendo mais vendidas, bem como a conservação de um forte arquivo ou banco de imagens sendo, para isso, necessário o uso de metadados.

Apesar de requerer análises específicas enquanto produtos diferenciados dos sites jornalísticos de marcas como Folha de S. Paulo, El País, Le Monde, entre outros, os sites de agências, tanto de texto quanto de imagem, também refletem os avanços e as marcas da interação entre jornalismo e internet. Muito há mais para se pensar sobre isso, estamos só no começo. Vamos caminhando…

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Sobre impressaodigital126

produto laboratorial da Oficina de Jjornalismo Digital da Facom/UFBA

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