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Jornalismo_Digital

O anunciador da Revolução caminha mais alguns passos para a Evolução

Por Hilla Santana

Desde o início das aulas na disciplina Oficina de Jornalismo Digital, o que mais tem despertado minha atenção é a célere evolução tecnológica a que a comunicação tem se sujeitado para sobreviver às demandas informativas.

ImageAliás, tais demandas têm sido cada vez mais concorrentes entre os veículos de notícia. Lembro-me que ao final da década de 90 para o início dos anos 2000, esperava a transmissão do Jornal da Globo (exibido às 00h na TV aberta) para saber quais seriam as principais notícias do dia. Atualmente, quando assisto ao mesmo programa a maioria das informações já me são conhecidas, pois já havia acessado as informações durante o dia através da web.

ImageIdentificar de quem foi o furo do assunto também tem sido cada vez mais difícil, pois os próprios usuários socializam na rede flagrantes interessantes de seu dia a dia, e não apenas os blogs, mas as redes sociais tem potencializado essa abrangência e até mesmo pautado assuntos para grandes empresas de comunicação. É o recente caso da turista que fotografou com uma câmera simples um policial doando botas a um mendigo em Nova York.

O capítulo 1 do texto “Jornalismo na Web: uma contribuição para o estudo do formato da notícia na escrita hipertextual”, escrito em 2003 por Luciana Meilniczuk e Jornalismo Digital: Dez anos de web… e a revolução continua”, escrito por Rosental Alves, anunciam um presente cada vez mais comum – no sentido de natural\banal – nesse início de século XXI. Durante a leitura me surpreendi com a rapidez em que a internet moveu o mundo em apenas 10 anos (desde a abertura do acesso à rede por pessoas comuns em suas casas) até os períodos em que foram publicadas as obras. Surpreendi-me ainda mais com o fato de não me sentir tão à vontade com as novidades.

Pois é, apesar de inclusa de maneira trivial (não no sentido negativo) em nosso cotidiano a informação na rede ainda me causa estranhamento. Percebi que minha habilidade não é lá tão eficiente quanto aos dos pequeninos dessa nova geração que já nascem com o potencial tecnológico mais aguçado.

Lendo Suzana Barbosa em “Modelo JDBD e o ciberjornalismo de quarta geração” (2008) me senti palpitante. Constantemente recorria à própria web para aprofundar meu conhecimento nas nomenclaturas e conceitos desconhecidos. Não demorou muito para perceber que apesar de habituada à tecnologia da informação, ainda sou uma analfabeta digital. Hoje, quem não possui um tablet, smartphone ou iPad ainda não se sente excluído socialmente, mas está perto disso. Não apenas por causa da tendência da moda, mas principalmente porque esses aparatos estão se tornando essenciais para a praticidade do ser humano nos dias correntes. Logicamente, o acesso à informação de maneira rápida e eficiente em algum momento dependerá desses aparatos e não apenas a informação. A vida futurista do habitante terrestre sempre foi vislumbrada nas telas de cinema (Uma Odisséia no Espaço, Matrix, O Homem BicentenárioMinority Report, O preço do amanhã). E essas alternativas já se revelam importantes, como o já conhecido GPS.

A partir dessa análise, fica evidente que a evolução das interfaces/formatos dos sites de informação estão concomitantemente ligadas ao desenvolvimento hábil dos usuários. Portanto não apenas o jornalismo, mas os próprios leitores ainda estão se alfabetizando digitalmente. O que fica bem exemplificado na página 12 do texto de Mielniczuk, quando explica a funcionalidade da barra de navegação.

Muitas características do webjornalismo evidenciado por essa autora apresentam a imaturidade no assunto àquela época. Como observado em sala, os estudos na área ainda estão sendo aprendidos. Embora já se tenha avançado muito, não se encontrou a fórmula certa para o bom desempenho do jornalismo na web e a rentabilidade financeira dessa ainda recente modalidade. A característica que tem sido melhor utilizada nas plataformas jornalísticas é a hipertextualidade (tendo como base os sites que frequento – G1, Bahia Notícias, Política Livre, Folha, Implicante, Correio24h, BBC Brasil dentre outros-), desde blogs a sites oficias de informação. A memória, inclusive, tem sido um atributo eficiente nesse sentido, para que o leitor se contextualize e se aprofunde no assunto.

Com o efêmero conhecimento que tenho na área, percebo que o jornalismo nada mais faz do que acompanhar seu público leitor. E se a humanidade “evolui”, o jornalismo como sendo o principal anunciador dessa evolução deve fazer parte dela.

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Sobre impressaodigital126

produto laboratorial da Oficina de Jjornalismo Digital da Facom/UFBA

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