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Jornalismo_Digital

O dia dos infográficos na Facom

Por Rita Barbosa

No dia 12 .12.2012, aconteceu na Faculdade de comunicação da UFBA (Facom) uma palestra sobre  infografia digital em base de dados, com a  Profa. Dra. Tattiana Teixeira,  da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A palestra teve como título: “Infografia Digital em Base de Dados: o estado da arte”.

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A palestrante começou a sua fala lembrando da origem dos infográficos, que surgiram com a Guerra do Golfo. No entanto, para a a web, o marco foi o 11 de setembro de 2001. Essa prática tornou-se comum, devido a grande dificuldade que havia de se postar videos na web, então a maneira encontrada foi o uso de infograficos, com animações, etc.

Durante o início e no decorrer da sua fala,  Teixeira enfatizou a problemática em que o Brasil passa por não possuir a disciplina Infografia como matéria obrigatória nos cursos de Jornalismo. Citando apenas a existência de 03 (três) faculdades que disponibilizam a matéria para seu corpo discente. Logo, o mercado de trabalho brasileiro carece deste tipo de profissional. Tattiana sugeriu que aos estudantes presentes que tivessem interesse em infográficos, procurassem se especializar na área, pois a ausência destes profissionais disponíveis no mercado é comum.

Ao falar da cultura de inserção de infográficos em textos jornalísticos, Teixeira enfatizou o fato dos Estados Unidos serem um dos grandes produtores  de infográficos, como recurso jornalístico ou não. Durante a sua exposição, Tattiana exibiu infográficos famosos pelo mundo, levando o público presente a reflexões sobre as características das gerações do webjornalismo. Ela apresentou a primeira geração do webjornalismo como a transposição do impresso, onde os infográficos eram estáticos. Ou seja, infográficos clássicos.

Já a segunda geração permitiu a interatividade com o usuário, dando assim liberdade para este. Como exemplo apresentado, a palestrante exibiu um infográfico do jornal “Estadão” sobre os fósseis de um Tapuiassauro, mostrando que uma característica que os infográficos levaram para o jornalismo digital foi a analogia.

A terceira geração foi explicada com um infográfico produzido pelo El País. Uma animação que vai explicando os passos de um avião até o momento do choque com o prédio (acidente ocorrido em solo brasileiro no ano de 2007, em São Paulo). Com essa exemplificação, Tattiana deixou claro que embora os infográficos prendam a atenção do público, não faz sentido ele ser bom se o texto não for bom também. Logo, deve haver sintonia entre o texto e a infografia.

A revista Super Interessante é uma referência em infográficos. Os argumentos usados para que se use infográficos não tem limites. Os vídeos usados nos infográficos pressupoem algo real. O jornalismo precisa desses elementos para prender o leitor. Ao apresentar a  construção de uma página multimídia sobre a inauguração de um museu, o “New York Times” confirmou que não há limites, como afirmou a professora. É um formato que caracteriza uma narrativa multimídia.

Os infograficos não possuem uma fórmula, um modelo. Há uma liberdade, devido à característica da multimídia. Sites de museus permitem infografias que levam o usuário a fazer inúmeras viagens. Durante este momento da fala, alguns participantes da paletra divergiram sobre a estratégia do The New York Times.

Em seguida, Teixeira apresentou a quarta geração do webjornalismo trazendo à tona as seguintes questões: a infografia digital em base de dados é o mesmo que visualização de dados? É um híbrido? Como definir? Tentando responder, a palestrante apresentou a conclusão que a autora Adriana Alves (2009) trabalhou em seu texto: para ela o uso de base de dados, e a exploração de ferramentas de visualização de dados disponíveis na web conduz a um estágio mais avançado por permitir um nível diferenciado de interatividade. Conduz, assim,  a um novo conceito de infografia.

A palestra foi encerrada com a seguinte conclusão feita por seus ouvintes: os infográficos não se sustentam apenas por um conjunto de gráficos que componham algo. Para ser infográfico, há a necessidade de uma narrativa. Nos infográficos não há imagens descartáveis. Pode-se usar imagens ou artifícios para prender o leitor. No entanto, os infográficos não podem existir a partir de imagens descartáveis.

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Sobre impressaodigital126

produto laboratorial da Oficina de Jjornalismo Digital da Facom/UFBA

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