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Jornalismo_Digital, Rotina

Jornal Massa! e um quase webjornalismo

Ailton Sena, Eduardo Assunção, Gislene Ramos e Renata Farias

Quando se pensa em webjornalismo, o maior problema de uma rotina produtiva seria a ausência da mesma. E é exatamente o que se percebe logo nos primeiros acessos ao site do Massa!. Além da falta de uma rotina, encontramos uma quase inexistência de produção de conteúdo específico para a web.

Segundo Ellen Alaver, uma das editoras do jornal, o site nunca teve uma proposta de ter um conteúdo exclusivo. “Desde a elaboração até a estrutura bastante simples do conteúdo, o site nunca foi entendido como prioridade, mas sim como vitrine do que a gente tinha no impresso”, conta. No início do site havia um editor responsável pela alimentação da página, chegando a produzir um conteúdo especifico, mas apenas num curto período. “Era, na verdade, uma tentativa de manter o site dentro das características de um produto on-line”, revela.

As postagens eram basicamente as chamadas do jornal impresso e alguns serviços populares. Com postagens das matérias veiculadas na edição impressa, a dinâmica de alimentação do site é bastante simplória, ocorrendo toda manhã – porque o maior acesso acontece nos turnos da manhã e no final da noite. Ainda assim, o conteúdo do site não é atualizado com essa frequência, justificado também pela ausência de um profissional responsável pela função. Durante a elaboração desta publicação, o site teve apenas uma atualização. No entanto, as poucas sessões apresentam características voltadas para o seu leitor popular, como loterias e horóscopo.

Ellen Alaver entende a importância de um veículo on-line, mesmo no jornalismo popular, tanto que já existe a ideia de reformular o site do Massa!, principalmente pela possibilidade de assinatura para a versão on-line do jornal impresso. Mas a proposta ainda é recente. “Esses espaços on-line, no caso o site do Massa!, têm que permitir sobretudo que o leitor se expresse”, afirma.

Webjornalismo popular

Existe um webjornalismo popular no Brasil? Esta poderia ser a pergunta chave sobre o assunto. Uma vez que o jornalismo popular já é recorrente em diversos estados do país com veículos impressos de características muito específicas, desde pautas e linguagem até a diagramação. No entanto, quando a atenção sai do papel e vai para a internet, percebe-se que os sites dos principais jornais populares do país apresentam as mesmas características. A exemplo dos jornais cariocas Meia Hora e Jornal Extra.

De acordo com Alaver, a simplicidade é algo bastante característica e importante nesses sites, sobretudo por conta do seu público-alvo. “Eu acho a simplicidade algo essencial, a gente não pode complicar muito. As informações têm que estar muito acessíveis, como condensar conteúdo com poucos canais”, explica.

Layout simplificado, anúncios e conteúdos da edição impressa, essas são as características básicas de muitos sites de jornais populares. A questão a ser considerada, sobretudo por conta do leitor do jornal popular, está na possibilidade de acesso do site pelo seu público principal. De modo semelhante ao Massa!, o maior número de acesso acontece no turno da noite, período quando o leitor volta do trabalho. Uma vez identificado seu público-alvo, é possível estabelecer uma rotina produtiva de conteúdo próprio e permitir o acesso a informações e serviços específicos, mas de qualidade.

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Sobre impressaodigital126

produto laboratorial da Oficina de Jjornalismo Digital da Facom/UFBA

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