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O cidadão-repórter

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Por Daniele Silva

O surgimento da internet e a evolução de ferramentas de comunicação como o celular e o computador transformou a relação entre o leitor e o Jornalismo. No inicio do século XXI, a interatividade entre leitor e produtos jornalísticos era bastante limitada. Não havia interatividade.  Como afirma Mielniczuk, baseando-se em conceitos de Bardoel e Deuze, haviam processos interativos. A internet permitiu ao leitor sentir-se parte do processo de construção da notícia online, através de troca de e-mails com jornalistas ou em fóruns de discussão, gerenciados pelo webjornal, que permitiam troca de informações entre os leitores.

A Web 2.0 ampliou a interatividade entre o leitor e os produtos jornalísticos e modificou o modo de fazer notícia. O cidadão deixa de ser um mero espectador da notícia e passar a produzir seu próprio conteúdo e disponibilizá-lo em rede. Hoje, o cidadão comum, sem formação jornalística, equipado com um celular com câmera digital, que tenha conhecimentos sobre programas de edição e publicação de imagens e textos, participa ativamente dos processos de coleta, produção e disseminação das informações.

O avanço tecnológico e a popularização dos celulares com câmeras digitais e acesso à internet contribuíram para o crescimento dessa nova maneira de fazer jornalismo. O cidadão-repórter pode fazer e divulga a notícia sem intermediários. Estes cidadãos, além de possuírem seu próprio canal de comunicação como blogs, sites independentes e perfis em redes sociais, contribuem sugerindo pautas ou enviando suas fotos, vídeos e textos para os portais de diversos veículos impressos ou sites colaborativos sobre Jornalismo Cidadão como o Overmundo  e o Cidadão Repórter de Pernambuco, no Brasil, e o Wikinews  nos Estados Unidos.

A participação do cidadão na construção e disseminação da notícia já contribuiu para momentos importantes da sociedade brasileira e em nível mundial também.  Como em dezembro de 2010, quando um grupo de internautas do jornal comunitário a Voz da Comunidade, moradores do Complexo Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, utilizou o Twitter para relatar o estado de guerra em que a região estava enfrentando com a invasão das forças armadas.

Já em Salvador, um exemplo é o que ocorreu em maio deste ano: os registros de internautas sobre as fortes chuvas que alagaram diversos locais da capital baiana, além de ilustrarem os relatos nas redes sociais e portais de veículos jornalísticos, também foram aproveitados em matérias das versões impressas dos jornais Correio e A Tarde.

Pesquisando nos portais dos grandes veículos de comunicação impressos no Brasil, pude observar que não há um modelo único de cidadão-repórter, seção utilizada como meio de interatividade com o leitor. No geral, as notícias não são espontâneas, alguns veículos se limitam a incentivar sugestões de pautas com perguntas e enquetes. Outros têm um canal em que os internautas podem enviar relatos e comentários.  E o texto ou imagem ainda passam pela mediação do jornal.

Matéria da seção Painel do Leitor no Folha São Paulo online

Matéria da seção Painel do Leitor no Folha São Paulo online

Entre os jornais pesquisados, o Folha de S. Paulo é o que se mostra mais completo em relação à interatividade entre leitor e produto jornalístico no ambiente online. Na seção Painel do Leitor, o cidadão pode enviar sua notícia, sugerir pauta, fazer comentários, enviar fotos. As informações também são filtradas pelo veículo, mas as matérias são assinadas pelos autores.

Essa nova maneira de fazer jornalismo tem pontos negativos a serem discutidos. A falta de apuração, de ética e da tão almejada objetividade jornalística é o que coloca a veracidade do jornalismo cidadão em questão. Para incentivar a prática do jornalismo cidadão mais responsável, a equipe do site Overmundo criou o livro Conquiste a Rede Jornalismo Cidadão  Você faz a notícia, vale a pena conferir o as dicas.

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Hacker Christopher Soghoian participa de conferência sobre direitos humanos e tecnologia

Rosimeire dos Santos

O  americano Christopher Soghoian, considerado um dos maiores hackers  por suas ações na internet, será um dos participantes da conferência de direitos humanos e tecnologia,  que acontecerá no Rio de Janeiro, no próximo dia 31 de Maio. https://www.rightscon.org. Continuar lendo

O jornalismo online e a notícia em tempo real

Aparecido Silva

O fortalecimento da internet no final da década de 90 e início do século XXI atrai boa parte do conteúdo jornalístico produzido nos meios impresso, rádio e TV, quando surge a convergência midiática. No sentido de trazer a informação em tempo real, a internet permite uma disseminação rápida, simplificada e de circulação horizontal, onde o público passar a ser produtor da informação, não apenas o consumidor passivo. Grandes jornais brasileiros como o Folha de S. Paulo, Estadão, Correio Braziliense e Zero Hora, possuem seções como “em cima da hora”, “última hora”, “últimas notícias” e “plantão”, respectivamente, voltadas para acontecimentos recentes.

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