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Estamos chegando!

Olha a gente aqui de novo!!

A turma de 2016.1 está a todo vapor na produção da temporada atual do Impressão Digital.

Esse semestre o nosso foco será a trilogia Comer, Rezar e Amar, e nossas pautas já estão sendo preparadas para surpreender os leitores com diversas abordagens diferentes e muitas novidades.

           Turma de 2016.1 na produção das pautas para o Impressão Digital 

As matérias já têm data para ir ao ar: dia 12 de setembro você já vai poder conferir um pouco do nosso trabalho 😉

Curta a nossa fan page no Facebook e fique por dentro dos bastidores e do lançamento !

Carla Letícia 

Ética e jornalismo digital*

Alexandre, Carolina Cunha, Estela Marques e Luire Campelo

A ética jornalística é frequentemente questionada. A popularização da internet e a percepção de que é possível fazer jornalismo sem ter formação acadêmica nesta área põem ainda mais em cheque a necessidade de uma deontologia, de uma ética profissional. Nesse cenário, surgem sites e blogs alimentados por indivíduos sem qualquer formação jornalística. Na apresentação abaixo, discutimos o papel da ética na formação do jornalista, a partir de dados sobre o ensino desta disciplina nas universidades brasileiras e de exemplos “antiéticos” identificados no site Observatório da Imprensa.

* Esta apresentação faz parte do conjunto de seminários apresentados na disciplina Oficina de Jornalismo Digital da Faculdade de Comunicação (FACOM) da UFBA, no semestre de 2014.2 .

Resenha sobre o Dossiê “Jornalismo Pós-Industrial” (Universidade Columbia) Parte II – As Instituições

Por: Camila Martinez, Cátia Lima, Juliana Almirante, Lílian Galvão, Tácio Santos e Vander dos Santos

O relatório/dossiê preparado por C.W. AdersonEmily Bell e Clay Shirky, membros do Tow Center for Digital Journalism da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia tem como título “Jornalismo Pós-Industrial: Adaptação aos novos tempos”. Composto por Introdução, três partes (Jornalistas, Instituições e Ecossistema) e conclusão (chamada de Movimentos Tectônicos), o trabalho analisa a imprensa norte-americana, porém traz lições úteis a todos os que direta e indiretamente fazem parte da indústria jornalística, independente de onde estejam e trabalhem. É na seção Instituições que focamos nossas atenções e levantamos reflexões sobre os rumos do jornalismo diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.

Para este trabalho, a palavra de ordem para as instituições jornalísticas diante da nova conjuntura digital é “adaptação”. O dossiê traz uma discussão polarizada sobre o futuro destas instituições jornalísticas que se divide entre a história de declínio e colapso institucional e a história de renascimento institucional. Entretanto, haveria ainda uma terceira que seria, inclusive, a mais importante de todas: a história de adaptação institucional.

Para os pesquisadores Anderson, Bell e Shirky, “o futuro da indústria jornalística será decidido pelo modo como novas instituições passam a ser velhas e estáveis e como velhas instituições se tornam novas e flexíveis”. Com isso, entende-se que instituições jornalísticas, mesmo iniciantes, podem já começar sua atuação de forma “velha e estável” se insistem em seguir a tradicional – e decadente – fórmula de se fazer jornalismo. Talvez uma melhor palavra que “estável” seria “conservadora”, visto que a empresa estaria presa a velhos hábitos de trabalho, resistente a mudanças. Por outro lado, instituições veteranas se renovariam ao passo que investem em novos processos e se adaptam às novas possibilidades tecnológicas.

Muito se fala de instituição, mas o que, de fato, isto seria? Para este relatório, instituição é uma série de normas sociais que criam padrões estáveis de comportamento e não se limitam à estrutura física da empresa. Justamente pelo fato de possuírem hábitos solidificados, as instituições, em geral, se mostram resistentes a mudanças, pois se questiona a eficiência econômica, o valor normativo e o imperativo administrativo desta. Porém, a adaptação não é algo impossível. Os autores comparam as instituições jornalísticas capazes de se adaptar com navios de guerra: quando enfim mudam de curso, avançam com força e velocidade impressionantes.

Antes de tudo, percebe-se que é preciso haver uma mudança de pensamento de editores e gestores e a presença de processos dificulta mais o avanço do que mesmo a ausência de dinheiro. Em tempos de crise nos negócios jornalísticos, com insistente declínio de investimentos publicitários, afirmar que a falta de verba é um problema secundário ressalta fortemente a necessidade, urgência e dificuldade de se alterar a mentalidade de editores e gestores.

Quando observamos o passado, vemos que mudanças no jornalismo vêm sendo feitas, pouco a pouco. Alterações não são uma novidade, não são uma necessidade dos últimos anos apenas. No século XIX, instituições jornalísticas passaram a cobrir os fatos de forma setorizada, o que resultou, com o tempo, nas editorias que hoje integram os jornais.

Com a internet, as primeiras instituições jornalísticas começaram, na década de 1990, a construir seus sites que, a princípio, eram espaço para uma mera transposição do conteúdo de suas edições impressas. Com o avanço tecnológico, entretanto, esta prática já não era mais satisfatória, o que obrigou uma reestruturação da prestação de informação em meio digital, desta vez com o uso de hiperlinks, interatividade, galeria de imagens, vídeos, etc. Nos últimos anos, tem crescido a necessidade de haver uma nova reestrutura, desta vez repensando processos para se adaptar às mais novas tecnologias a serviço do jornalismo.

Em relação às dificuldades para adaptar as práticas jornalísticas às novas demandas da era digital, o ex-editor de interação e mídias sociais do Wall Street JournalZach Seward, avaliou, em depoimento, que o sucesso de jornais tradicionais é mais um obstáculo para a adaptação. O antigo modelo de produção abriga determinados processos institucionais que limitam o jornalista, a exemplo dos sistemas de gestão de conteúdo. Como solução, o relatório da Universidade de Columbia aponta que o conservadorismo deve ser deixado de lado em nome de mudanças necessárias e essenciais à sobrevivência do negócio.

E muitas instituições jornalísticas tradicionais não sobreviveram à crise atual do jornalismo. Outras tentam se adaptar aos novos tempos, ao mesmo tempo em que surgem empresas com formatos e práticas inéditos. Entretanto, pode-se dizer que todas, de uma forma ou de outra, foram abaladas com as novidades da tecnologia.

É importante agora observar a adaptação das organizações tradicionais e a transformação de novas empresas jornalísticas (como um blog de notícias, por exemplo) em instituições estáveis, consolidadas. Um bom exemplo de evolução institucional é o Talking Points Memo (TPM), lançado em 2000 como um simples blog político individual. Com a ajuda financeira dos leitores, começou a contratar jornalistas em 2006. Com o passar do tempo recebeu investimentos, mudou sua aparência, foi premiado e sua redação já somava 28 membros em 2012. O TPM foi pioneiro no jornalismo interativo, com o uso de sugestões, informações e textos explicativos dos leitores nas reportagens.

Aparência do TPM em 2000

Aparência do TPM em 2000

Com a progressiva queda da receita publicitária, a previsão óbvia é de que as instituições serão ainda menores, haverá mais cortes de pessoal e de orçamentos. “Fazer mais com menos”, que já é uma espécie de mantra nas redações, será uma regra. Para se adaptarem às transformações culturais que ocorreram nas ultimas décadas e sobreviverem na era digital, as instituições deverão encontrar novas formas de gerar receita e os jornalistas precisarão dominar novas habilidades.

Se no antigo modelo, a meta final da produção era um produto único e acabado, no meio digital o conteúdo jornalístico pode ser complementado, modificado e reutilizado indefinidamente. O jornalista terá que compreender que o conteúdo não é mais descartado no primeiro uso. Em vez disso, é infinitamente reciclável e deve ser projetado para ser o mais reutilizável possível em outras plataformas, outros aparelhos, em novas matérias e até mesmo por outras organizações de comunicação numa interação perpétua. Para tirar proveito disso, o fluxo de trabalho deverá ser alterado para comportar essas novas possibilidades.

O jornalista do século XXI tem um sem número de novas fontes a serem incorporadas ao processo de produção jornalística, e uma forte tendência atual é a utilização de bases de dados como ferramenta de armazenamento e construção de novos conteúdos narrativos. Porém, as alterações não podem partir apenas destes profissionais. As instituições devem montar uma organização e um fluxo de trabalho na redação que deem respaldo ao jornalista nessa empreitada de reinvenção da indústria, pois esta, tal qual conhecemos, tem seus dias contados. Por outro lado, a atividade do jornalismo segue mais viva do que nunca.

 

Quer que desenhe? Infografia e Jornalismo

Por Gilberto Rios

Se alguém numa redação de jornal perguntar a você se precisa desenhar para ensinar sobre um assunto, essa pessoa é o infografista. Ele não só desenha, como pode usar outros recursos multimídia pelo mesmo propósito: informar melhor. Quem conta é Tattiana Teixeira, doutora em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, em seu trabalho “Infografia digital em base de dados: o estado da arte”, apresentado hoje (12/12) no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.

Atualmente, Tattiana é professora na Universidade Federal de Santa Catarina, onde ministrou a disciplina Infografia Jornalística e desenvolve a pesquisa “A história da infografia jornalística no Brasil – uma perspectiva a partir dos anos 80”. Ela é autora do livro Infografia e Jornalismo: conceitos, análises e perspectivas (EDUFBA, 2011) e aposta que “quem se especializar em infográfico para web tem emprego garantidíssimo”.

Tattiana Teixeira é pesquisadora em infografia na Universidade de Santa Catarina

Tattiana Teixeira é pesquisadora em Infografia na Universidade Federal de Santa Catarina

Imagine que você ouve um mp3 estéreo com dois canais de áudio. Do lado direito, por exemplo, é possível ouvir alguns arranjos instrumentais e os backing vocals. Do lado esquerdo, canta o vocalista e outros instrumentos. A composição é esse híbrido entre as duas partes que se unem e resultam na música como ela tem que ser. Se você ouve só um dos lados pode até gostar, mas não é a música necessariamente.

A comparação cabe para explicar o que é um infográfico jornalístico. Para existir, ele precisa essencialmente de uma parte textual e uma que é gráfica. As partes se unem e se complementam, dando ao leitor mais possibilidades de alcançar a informação. Outros quatro componentes não podem faltar quando se fala no assunto: título, texto de entrada, autoria e fontes.

“Estamos falando aqui de uma tendência no fazer jornalístico atual voltado para a web e os dispositivos portáteis”, afirma Tattiana. Ela ainda aponta para a superficialidade ou a resistência de algumas redações em adotar o recurso, seja por falta de experiência ou de suporte para a produção de conteúdo. “Dominar o programa, ter uma boa equipe de design, uma redação alinhada e saber pensar a informação infograficamente”, sugere a pesquisadora.

“Havia restrição quanto à postagem de vídeo na web, e o infográfico surge para suprir essa necessidade”, relembra Tattiana. Estamos falando de 2009. Há três anos, a condição de acesso do internauta médio era diferente da atual: sem banda larga, o navegador se espremia onde dava. E as redações de jornais também. “A transformação desse cenário altera a web e a infografia, que vão abrindo mais possibilidade de criação”, explicou.

Fases – Para fins acadêmicos, estudos de infografia segmentam o tema em quatro fases, cada uma agregando componentes próprios. Do mero uso de figura e texto até recursos mais complexos, permitindo a entrada virtual em museus.

“Pegar o infográfico do impresso e publicar na internet. Só isso”, resume Tattiana. A primeira fase é bem modesta, seja conceitualmente quanto em execução.

A segunda geração complexifica o tema e enxerga fagulhas de potenciais na web. Interatividade é, sem dúvida, o que define essa fase, uma vez que o leitor pode navegar pelo infográfico e a ele é entregue o “domínio da narrativa”, isto é, por onde começar a ler e o que será lido. Ilustra bem esse conceito o infográfico da matéria Tapuiassauro, o novo dinossauro do Brasil, produzida e veiculada pelo site do jornal O Estado de S. Paulo em setembro de 2010.

“Quando o acesso à uma web de qualidade passa a ser um bem comum, pronto: as opções de criação de infografias ficam à deriva da criatividade e da competência jornalística. Recurso para criar não falta”, conta Tattiana. Esse é o cenário da terceira geração: uma geração multimídia, marcada pela multiplicidade de artefatos que ampliam ainda mais a possibilidade de acompanhar um fato, trazendo-o ainda mais perto de se tornar uma experiência do próprio leitor. Criação da equipe do jornal El País, o infográfico especial para explicar o acidente no aeroporto de Congonhas mostra o caso passo-a-passo, por exemplo. Não muito diferente fez o jornal The New York Times ao abrir o Museu Metropolitano de Arte de Nova York, um dos mais frequentados do mundo. Com uma diferença: ninguém nem precisa levantar da cadeira para visitar a exposição.

Há ainda o que seria o expoente para o surgimento de uma quarta geração de infográficos jornalísticos. Essa estaria voltada para o conceito da explicação facilitada ao explicar dados. Tattiana se apropria da fala de uma das autoras que ela utiliza (Adriana Alves, 2009) para definir os produtos dessa geração como aqueles “produzidos tendo como mola propulsora o cruzamento ou inserção de base de dados nas produções e cujo nível de complexidade se eleva por requerer do usuário uma interação”, explica. Também o site do The New York Times, na matéria A map of Olympic Medals mostram o que pode ser essa nova geração incipiente.

Formação – Tattiana acredita, ainda, que é preciso inserir disciplinas sobre o tema em larga escala nas faculdades de Comunicação. Ela atenta que apenas três escolas no Brasil estão preocupadas em discutir o tema.

“O argumento de que infográfico não é algo que Jornalismo faz é totalmente falso e, se real fosse, cairíamos para trás porque nas escolas de Design também não existe a disciplina”, aponta a pesquisadora, quem continua: “um [campo de estudo] diz que é coisa do outro”.
Convicta de que o jornalista sério é aquele que tem compromisso com o público e utiliza de todos os recursos possíveis para tornar o repasse de informação mais preciso, Tattiana acredita que “isso só vai mudar quando a gente [profissionais de Jornalismo] conseguir mudar nossas faculdades”, conclui.

 

Novo site do USA Today – primeiras impressões

Por Raisa Andrade e Thamires Tavares

Figura 1 - homepage do USA Today às 21h do dia 4 de dezembro

Um jornalismo bonito na rede – assim o site do jornal americano USA Today se apresentou para nós. Surpreendidas pelo seu design arrojado, leve e pela riqueza imagética, pensamos que este seria o exemplo do web jornalismo de terceira geração como tinha que ser. Diferente, por exemplo, do – para nós – pesado, confuso e sufocante The New York Times.

Figura 2 - homepage do The NY Times em março de 2012

Mas – pera lá! – passada a fase de primeiras impressões vamos nos debruçar sobre as 6 características fundamentais ao webjornalismo de terceira geração, segundo Luciana Mielniczuk em sua tese “Jornalismo na Web: uma contribuição para o estudo do formato da notícia na escrita hipertextual” (UFBA, 2003):

1 Interatividade
Mielniczuk afirma, baseando em considerações de Bardoel e Deuze, que é da natureza da notícia online fazer com que o leitor se sinta parte do que lê a partir de algumas ferramentas: troca de e-mails entre quem produz e quem consume o conteúdo, disponível ao leitor em todas as publicações; comentários, que neste site estão liberados a usuários vinculados à rede social Facebook; criação de fóruns e chats, indisponíveis no site. Esse último ponto é, de certa forma, compensado pela liberdade de opções de navegação que os hiperlinks e o próprio design do USA Today permite – o que, segundo Machado (1997), constituiria também interatividade.

2 Customização do conteúdo ou personalização
É possível ao usuário personalizar a interface do site através da navegação nos hiperlinks. Além disso, quando uma matéria de certa editora é aberta a partir da homepage do site, ao encerrar a leitura, o leitor é direcionado à página raiz da editoria. Porém, não percebemos uma “memória” do site para visitas posteriores.

3 Hipertextualidade
Em cada uma das postagens/matérias/notícias, o leitor encontra hiperlinks que o redirecionam ao Banco de dados do próprio jornal, rememorando publicações antigas à cerca do mesmo assunto; a informações originais; vídeos e demais conteúdos multimídia exteriores ao site. Embaixo da matéria, o jornal elenca ainda uma série de ‘more stories’ de conteúdos afins ao que o usuário acaba de ter acesso.

4 Multimidialidade ou Convergência

Para Mielniczuk a utilização de vídeos, imagens, sons e infográficos na construção da narrativa jornalistica – e não como uma muleta – é uma das características principais do jornalismo de Terceira Geração. Desde o debute do novo design em setembro deste ano, o USA Today (tanto a versão impressa quanto a digital) pretendem “levar a informação visual a outro nível”, segundo a empresa. Achamos que, em contrapartida ao potencial imagético, o site tem ainda uma carÊncia na utilização de audio e vídeo.

5 Memória
Segundo Palacios (2002a), a internet concede aos meios noticiosos uma possibilidade vasta de disponibilizar ao leitor um volume imenso de informação. A Ganett.co/EUA, proprietária do USA Today e mais outros 90 periódicos, criou o Information Center defendendo a ideia de que “data should be a driving force in online journalism” (cf. Gordon, 2007). O Bando de Dados – novo protagonista do jornalismo digital – pode ser disponibilizado, segundo Gordon, em 4 níveis: data delivery, dados disponíveis de forma navegável; data search; data exploration, uso de aplicativos; data visualization; interfaces visuais que criariam ambientes mais interessantes que colunas e linhas. Todas essas formas estão compreendidas no BD do UT.

6 Instantaneidade ou Atualização Contínua

A tecnologia digital, somada às tecnologias das redes telemáticas, proporciona rapidez na atualização das informações, que, por sua vez, também são recebidas em tempo real pelos usuários. As seções chamadas „últimas notícias‟ ou „break news‟ são decorrentes da exploração dessa possibilidade. (MIELNICZUK, 2003)

O site é alimentado continuamente. O site chegou a ser atualizado duas vezes em uma hora durante a construção desse post. Além disso, no canto direto da página, a coluna “Right Now”, garante ao leitor o acesso às notícias mais quentes – cerca de 5 notas são veiculadas a cada 5 minutos.

Jornalismo: web-sátiras trazem humor a perrengues da profissão

Arte em fotos de divulgação

Duda Rangel e Jornalices: humor com jornalistas

Alexandro Mota

Vida de jornalista não é nada fácil, mas pode ser divertida. É isso que tem apontado perfis nas redes sociais e blogs que fazem sátiras do dia-a-dia da profissão. Duda Rangel é um web-personagem de um jornalista desempregado que, diante das “Desilusões Perdidas”, quer mostrar “o lado B” do jornalismo com humor. Já a espiã de matérias equivocadas, de pautas questionáveis e de erros ortográficos nos veículos de imprensa, a fan page Jornalismo da Depressão, foi criada para “rir dos nossos próprios erros”, como se autodenomina.

“Todo jornalista deveria acreditar em reencarnação. Sei lá, chance de voltar coisa melhor numa próxima vida”, Continuar lendo

Jornais americanos terão apenas três edições impressas por semana

Niassa Jamena

A partir de setembro o jornal norte-americano Times-Picayune publicado na cidade de Nova Orleans, passará a vender edições impressas somente três dias por semana. A medida que foi anunciada no último dia 24, vem seguindo a mesma estratégia de outros três jornais do estado do Alabama também controlados pelo mesmo grupo (Advance Publications): o The Birmingham News, o Press-Register in Mobile e o The Huntsville Times. Continuar lendo

Novo formato de jornalismo: Stop Motion

Julien Karl

Nem fotos, tampouco vídeo. Embora aparentemente ainda não muito difundida no jornalismo dos grandes veículos, a técnica do Stop Motion já é utilizada pelos estudantes no curso de comunicação. A reportagem do ID 126 também buscou inovar e fez um produto experimental narrativo com uma sequência de fotos.

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Sangue fresco foi editado em Stop Motion. Clique na imagem para ver a matéria.

O tema abordado foi o descaso e as longas filas na Estação Pirajá. Inicialmente foi planejada uma fotorreportagem simples que traria fotografias apresentadas em Slide. No entanto, a a estação, as filas e a enorme quantidade de gente revelaram uma força narrativa ao serem passadas rapidamente como uma sequência. Daí surgiu a ideia de se improvisar um Stop Motion. Foi preciso então reorganizar as imagens de modo que contassem uma história de alguém que vai a estação e conhece as histórias dos que fazem parte dela.

Dez tendências para o futuro do Jornalismo

Aparecido Silva

A popularização da internet e consequentemente das mídias sociais levantam discussões sobre o futuro do exercício do jornalismo. Durante a 11ª Conferência de Editores ocorrida em 10 de maio deste ano em Hamburgo, na Alemanha, o presidente do Fórum Mundial de Editores, Erik Bjerager, apresentou o que considera as dez tendências do jornalismo. Continuar lendo

Base de dados: Estadão lança o basômetro

Eron Rezende

Seguindo um modelo já aplicado por jornais como o Guardian ou o New York Times, o Estado de São Paulo lançou uma ferramenta interativa que permite cruzar dados públicos e apresentá-los de forma gráfica ao leitor. Continuar lendo

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