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Aratu Online: conteúdo próprio e TV em um único clique

Convergência é a principal característica do webjornalismo experimentada no site

Alice Mazur, Julia Moreia, Thaise Reis e Thiago Andrill

O portal Aratu Online é vinculado à TV Aratu, segunda emissora de televisão mais antiga da Bahia. Muitas reportagens exibidas nos programas informativos da TV podem ser encontrados no site. Atualizado diariamente, a convergência rege a lógica do veículo ao permitir o acompanhamento da cobertura jornalística da empresa. O público também pode assistir em tempo real a programação televisiva através do portal.

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Novas mídias em cena

Por Bruno Pedra

A clássica dupla do jornalismo pode estar mudando, já que o texto e a fotografia parecem não ser mais suficientes. Percebemos no cotidiano que o webjornalismo tem explorado novas maneiras de alcançar o “leitor” e percebido-o como um expectador de notícia. Ao navegar um pouco por alguns sites noticiosos, provavelmente encontraremos matérias como a apresentada ao lado, que além do texto utilizam de vídeos, galerias de foto, infográficos e até jogos para transmitir a mensagem ao público.

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Nesta matéria do Último Segundo – IG, que trata do lançamento do filme O Hobbit, além do texto e da imagem estática percebemos o uso de uma galeria de imagens do filme e um vídeo com o depoimento do diretor. Recursos utilizados para complementar a mensagem ao usuário e que compõem o que é chamado de narrativa multimídia.

Apesar do uso desses recursos, ao final da matéria o autor apresenta uma lista de cinemas que estão exibindo o filme, o que ocupa uma área de quase 50% da matéria. O que poderia ser evitado com o uso de um mapa ou algum outro recurso multimídia que facilitasse o acesso à informação e economizasse espaço na página.

Quer que desenhe? Infografia e Jornalismo

Por Gilberto Rios

Se alguém numa redação de jornal perguntar a você se precisa desenhar para ensinar sobre um assunto, essa pessoa é o infografista. Ele não só desenha, como pode usar outros recursos multimídia pelo mesmo propósito: informar melhor. Quem conta é Tattiana Teixeira, doutora em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, em seu trabalho “Infografia digital em base de dados: o estado da arte”, apresentado hoje (12/12) no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.

Atualmente, Tattiana é professora na Universidade Federal de Santa Catarina, onde ministrou a disciplina Infografia Jornalística e desenvolve a pesquisa “A história da infografia jornalística no Brasil – uma perspectiva a partir dos anos 80”. Ela é autora do livro Infografia e Jornalismo: conceitos, análises e perspectivas (EDUFBA, 2011) e aposta que “quem se especializar em infográfico para web tem emprego garantidíssimo”.

Tattiana Teixeira é pesquisadora em infografia na Universidade de Santa Catarina

Tattiana Teixeira é pesquisadora em Infografia na Universidade Federal de Santa Catarina

Imagine que você ouve um mp3 estéreo com dois canais de áudio. Do lado direito, por exemplo, é possível ouvir alguns arranjos instrumentais e os backing vocals. Do lado esquerdo, canta o vocalista e outros instrumentos. A composição é esse híbrido entre as duas partes que se unem e resultam na música como ela tem que ser. Se você ouve só um dos lados pode até gostar, mas não é a música necessariamente.

A comparação cabe para explicar o que é um infográfico jornalístico. Para existir, ele precisa essencialmente de uma parte textual e uma que é gráfica. As partes se unem e se complementam, dando ao leitor mais possibilidades de alcançar a informação. Outros quatro componentes não podem faltar quando se fala no assunto: título, texto de entrada, autoria e fontes.

“Estamos falando aqui de uma tendência no fazer jornalístico atual voltado para a web e os dispositivos portáteis”, afirma Tattiana. Ela ainda aponta para a superficialidade ou a resistência de algumas redações em adotar o recurso, seja por falta de experiência ou de suporte para a produção de conteúdo. “Dominar o programa, ter uma boa equipe de design, uma redação alinhada e saber pensar a informação infograficamente”, sugere a pesquisadora.

“Havia restrição quanto à postagem de vídeo na web, e o infográfico surge para suprir essa necessidade”, relembra Tattiana. Estamos falando de 2009. Há três anos, a condição de acesso do internauta médio era diferente da atual: sem banda larga, o navegador se espremia onde dava. E as redações de jornais também. “A transformação desse cenário altera a web e a infografia, que vão abrindo mais possibilidade de criação”, explicou.

Fases – Para fins acadêmicos, estudos de infografia segmentam o tema em quatro fases, cada uma agregando componentes próprios. Do mero uso de figura e texto até recursos mais complexos, permitindo a entrada virtual em museus.

“Pegar o infográfico do impresso e publicar na internet. Só isso”, resume Tattiana. A primeira fase é bem modesta, seja conceitualmente quanto em execução.

A segunda geração complexifica o tema e enxerga fagulhas de potenciais na web. Interatividade é, sem dúvida, o que define essa fase, uma vez que o leitor pode navegar pelo infográfico e a ele é entregue o “domínio da narrativa”, isto é, por onde começar a ler e o que será lido. Ilustra bem esse conceito o infográfico da matéria Tapuiassauro, o novo dinossauro do Brasil, produzida e veiculada pelo site do jornal O Estado de S. Paulo em setembro de 2010.

“Quando o acesso à uma web de qualidade passa a ser um bem comum, pronto: as opções de criação de infografias ficam à deriva da criatividade e da competência jornalística. Recurso para criar não falta”, conta Tattiana. Esse é o cenário da terceira geração: uma geração multimídia, marcada pela multiplicidade de artefatos que ampliam ainda mais a possibilidade de acompanhar um fato, trazendo-o ainda mais perto de se tornar uma experiência do próprio leitor. Criação da equipe do jornal El País, o infográfico especial para explicar o acidente no aeroporto de Congonhas mostra o caso passo-a-passo, por exemplo. Não muito diferente fez o jornal The New York Times ao abrir o Museu Metropolitano de Arte de Nova York, um dos mais frequentados do mundo. Com uma diferença: ninguém nem precisa levantar da cadeira para visitar a exposição.

Há ainda o que seria o expoente para o surgimento de uma quarta geração de infográficos jornalísticos. Essa estaria voltada para o conceito da explicação facilitada ao explicar dados. Tattiana se apropria da fala de uma das autoras que ela utiliza (Adriana Alves, 2009) para definir os produtos dessa geração como aqueles “produzidos tendo como mola propulsora o cruzamento ou inserção de base de dados nas produções e cujo nível de complexidade se eleva por requerer do usuário uma interação”, explica. Também o site do The New York Times, na matéria A map of Olympic Medals mostram o que pode ser essa nova geração incipiente.

Formação – Tattiana acredita, ainda, que é preciso inserir disciplinas sobre o tema em larga escala nas faculdades de Comunicação. Ela atenta que apenas três escolas no Brasil estão preocupadas em discutir o tema.

“O argumento de que infográfico não é algo que Jornalismo faz é totalmente falso e, se real fosse, cairíamos para trás porque nas escolas de Design também não existe a disciplina”, aponta a pesquisadora, quem continua: “um [campo de estudo] diz que é coisa do outro”.
Convicta de que o jornalista sério é aquele que tem compromisso com o público e utiliza de todos os recursos possíveis para tornar o repasse de informação mais preciso, Tattiana acredita que “isso só vai mudar quando a gente [profissionais de Jornalismo] conseguir mudar nossas faculdades”, conclui.

 

Novo site do USA Today – primeiras impressões

Por Raisa Andrade e Thamires Tavares

Figura 1 - homepage do USA Today às 21h do dia 4 de dezembro

Um jornalismo bonito na rede – assim o site do jornal americano USA Today se apresentou para nós. Surpreendidas pelo seu design arrojado, leve e pela riqueza imagética, pensamos que este seria o exemplo do web jornalismo de terceira geração como tinha que ser. Diferente, por exemplo, do – para nós – pesado, confuso e sufocante The New York Times.

Figura 2 - homepage do The NY Times em março de 2012

Mas – pera lá! – passada a fase de primeiras impressões vamos nos debruçar sobre as 6 características fundamentais ao webjornalismo de terceira geração, segundo Luciana Mielniczuk em sua tese “Jornalismo na Web: uma contribuição para o estudo do formato da notícia na escrita hipertextual” (UFBA, 2003):

1 Interatividade
Mielniczuk afirma, baseando em considerações de Bardoel e Deuze, que é da natureza da notícia online fazer com que o leitor se sinta parte do que lê a partir de algumas ferramentas: troca de e-mails entre quem produz e quem consume o conteúdo, disponível ao leitor em todas as publicações; comentários, que neste site estão liberados a usuários vinculados à rede social Facebook; criação de fóruns e chats, indisponíveis no site. Esse último ponto é, de certa forma, compensado pela liberdade de opções de navegação que os hiperlinks e o próprio design do USA Today permite – o que, segundo Machado (1997), constituiria também interatividade.

2 Customização do conteúdo ou personalização
É possível ao usuário personalizar a interface do site através da navegação nos hiperlinks. Além disso, quando uma matéria de certa editora é aberta a partir da homepage do site, ao encerrar a leitura, o leitor é direcionado à página raiz da editoria. Porém, não percebemos uma “memória” do site para visitas posteriores.

3 Hipertextualidade
Em cada uma das postagens/matérias/notícias, o leitor encontra hiperlinks que o redirecionam ao Banco de dados do próprio jornal, rememorando publicações antigas à cerca do mesmo assunto; a informações originais; vídeos e demais conteúdos multimídia exteriores ao site. Embaixo da matéria, o jornal elenca ainda uma série de ‘more stories’ de conteúdos afins ao que o usuário acaba de ter acesso.

4 Multimidialidade ou Convergência

Para Mielniczuk a utilização de vídeos, imagens, sons e infográficos na construção da narrativa jornalistica – e não como uma muleta – é uma das características principais do jornalismo de Terceira Geração. Desde o debute do novo design em setembro deste ano, o USA Today (tanto a versão impressa quanto a digital) pretendem “levar a informação visual a outro nível”, segundo a empresa. Achamos que, em contrapartida ao potencial imagético, o site tem ainda uma carÊncia na utilização de audio e vídeo.

5 Memória
Segundo Palacios (2002a), a internet concede aos meios noticiosos uma possibilidade vasta de disponibilizar ao leitor um volume imenso de informação. A Ganett.co/EUA, proprietária do USA Today e mais outros 90 periódicos, criou o Information Center defendendo a ideia de que “data should be a driving force in online journalism” (cf. Gordon, 2007). O Bando de Dados – novo protagonista do jornalismo digital – pode ser disponibilizado, segundo Gordon, em 4 níveis: data delivery, dados disponíveis de forma navegável; data search; data exploration, uso de aplicativos; data visualization; interfaces visuais que criariam ambientes mais interessantes que colunas e linhas. Todas essas formas estão compreendidas no BD do UT.

6 Instantaneidade ou Atualização Contínua

A tecnologia digital, somada às tecnologias das redes telemáticas, proporciona rapidez na atualização das informações, que, por sua vez, também são recebidas em tempo real pelos usuários. As seções chamadas „últimas notícias‟ ou „break news‟ são decorrentes da exploração dessa possibilidade. (MIELNICZUK, 2003)

O site é alimentado continuamente. O site chegou a ser atualizado duas vezes em uma hora durante a construção desse post. Além disso, no canto direto da página, a coluna “Right Now”, garante ao leitor o acesso às notícias mais quentes – cerca de 5 notas são veiculadas a cada 5 minutos.

Plataforma interativa nas eleições

Por Mayara Azevêdo

Alguns jornais brasileiros aproveitaram as últimas eleições para criar ferramentas on-line, com intuito de dar transparência à divulgação das informações dos candidatos aos cargos oferecidos.

Um dos primeiros jornais que aderiram à ideia dessa plataforma interativa foi o Estado de S. Paulo, com a criação do Basômetro. Nessa página, os internautas analisavam a posição de deputados e senadores nas votações legislativas e ainda, podiam realizar pesquisas de projetos de lei. Levando em conta a disputa da prefeitura da capital paulista, a plataforma também mostrava a intenção de votos para os candidatos à prefeitura. Na própria página, opções de interatividade como Twitter e Facebook também eram oferecidas.

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Algo semelhante aconteceu na Folha, com a criação do FolhaSPDados, que além de apresentar as intenções de voto, mostrou a situação das favelas paulistas, a distribuição de áreas verdes, frotas de ônibus, entre outros. A Gazeta do Povo, no Paraná, foi responsável pela criação do Candibook, oferecendo links, vídeos e perfil completo do candidato.

A preocupação dos portais de notícia em fazerem esse tipo de plataforma interativa em épocas eleitorais é mais um exemplo do webjornalismo de terceira geração, explicitado por Mielniczuk (2003) e do que Barbosa (2008) considera como quarta geração ao falar do jornalismo em base de dados. Nesses casos, os sites estão extrapolando o que é oferecido na versão impressa, com recursos multimídia e recursos de interatividade, fazendo com que o leitor sinta-se parte do processo eleitoral. Outro ponto interessante é a possibilidade do internauta escolher o assunto dentro do tema Política que mais lhe interessa, dentro do que é ofertado na plataforma.

Impressões sobre sites de agências fotojornalísticas

Por Amana Dultra

Bom, já que é para inaugurar o blog da disciplina Oficina de Jornalismo Digital (COM 126), vamos começar sobre impressões. Essas imagens são impressionantes? Quais são suas impressões sobre elas?

AFP - Mahmud Hams

AFP – Mahmud Hams

AP Photo/Charles Sykes

AP Photo/Charles Sykes

REUTERS/Srdjan Zivulovic

REUTERS/Srdjan Zivulovic

Como se encontra na legenda, essas fotos foram publicadas nos sites das três principais agências de notícias do mundo, ou seja, empresas especializadas em produzir conteúdos de notícia para jornais de todos os lugares – ou pelo menos de várias partes do eixo Américas-Europa também conhecido em geopolítica como Ocidente.

A France-Presse, ou AFP, é uma agência de notícias francesa fundada em 1835. Junto com ela, as grandes agências  Associated Press, americana fundada em 1846 e a Reuters, britânica, são os principais polos de produção da notícia em escala mundial. Além de venderem textos, essas empresas também são responsáveis por abastecer boa parte da produção fotojornalística internacional. Em tempos de globalização, jornais de diversas partes do mundo terão em sua manchete o fenômeno Sandy, mas não terão como ir ao EUA para dar o clique. Quem vai fazer essa foto? Os fotógrafos de agência.

Mas, afinal, o que isso tem a ver com jornalismo digital?

Após discutirmos em sala sobre os sites de alguns produtos jornalísticos e suas relações com a internet, me perguntei sobre como essas agências estariam lidando com essas transformações. Verifiquei se todas as três têm uma hospedagem específica para o material imagético para analisá-los. E tinham.

Reuters: http://www.reuters.com/news/pictures

AFP: http://www.imageforum-diffusion.afp.com

AP: http://www.apimages.com/

A primeira questão que me deparei foi a seguinte: esses sites não são pensados, a priori, para o público em geral, como é o jornalismo, mas para os jornais e os próprios jornalistas que são seu alvo como público consumidor. Então, resolvi me ater à página principal dos sites, já que no conteúdo interno não há a possibilidade de diálogo com o usuário (comentar, curtir, compartilhar, retwittar, etc).

O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi a disposição das informações, ou melhor, a sua semelhança com a organização dos sites jornalísticos. No lado esquerdo do layout da AFP, por exemplo, se encontram as editorias, assim como na aba superior da AFP Editorial Images. Abaixo de cada imagem é possível encontrar um pequeno lead.

Seguindo as classificações de Luciana Mielniczuk (2003), percebi que estes sites se enquadram dentro do jornalismo eletrônico, bem como dentro do jornalismo digital, já que sua produção e circulação depende de instrumentos e técnicas pertencentes à eletrônica e ao uso de bits, como a câmera fotográfica e o computador. Além disso, também se enquadram enquanto ciberjornalismo e webjornalismo, por se alojarem no ciberespaço e, mais especificamente, na parte da internet conhecida como web (acessamos através do uso do WWW em navegadores). Por fim, também se caracterizam por um jornalismo online que é atualizado continuamente usando rede de transmissão de dados e dialogam com as redes sociais, como a AP que destaca o seu twitter logo na página inicial.

Partindo para a análise de Suzana Barbosa (2008), encontramos diversas características do Jornalismo em Base de Dados nos sites das agências. A primeira é a presença do buscador dentro dos próprios sites. Outra característica é a possibilidade de elencar as fotos mais populares, ou seja, a contagem das fotos que estão sendo mais vendidas, bem como a conservação de um forte arquivo ou banco de imagens sendo, para isso, necessário o uso de metadados.

Apesar de requerer análises específicas enquanto produtos diferenciados dos sites jornalísticos de marcas como Folha de S. Paulo, El País, Le Monde, entre outros, os sites de agências, tanto de texto quanto de imagem, também refletem os avanços e as marcas da interação entre jornalismo e internet. Muito há mais para se pensar sobre isso, estamos só no começo. Vamos caminhando…

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